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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

5 descobertas e feitos científicos de 2012


1 – A primeira, e talvez mais uma das mais importantes – não só do ano, mas provavelmente da década – é consolidação da teoria da existência do Bóson de Higgs. Depois dos resultados obtidos pelo CERN passarem por uma revisão por pares, as chances de que o Bóson de Higgs não exista passou para uma em 300 milhões.
2 – Houve também a descoberta de um terceiro código químico, o XNA, que é um polímero sintetizado pelos biologistas moleculares Vitor Pinheiro e Phillip Holliger, do Medic Research Council, no Reino Unido.
Assim como o DNA, o XNA é capaz de armazenar informação genética e depois evoluir através de seleção natural. Por enquanto os pesquisadores esperam que possa haver aplicações na medicina e na indústria, segundo o Wired.
3 – Tivemos também o pouso bem sucedido do veículo explorador Curiosity, da Agência Espacial Norte Americana, em Marte. Com uma série de ferramentas avançadas, o veículo tem como objetivo estudar o planeta, levantar dados e informações para que sirvam de know-how para uma futura missão com humanos.
4 – Também vimos a SpaceX, empresa do empreendedor Elon Musk, passar a fazer voos fretados para a NASA. Uma capsula chamada Dragon, a bordo de um Falcon 9, foi lançada no Cabo Canaveral como a primeira de 12 missões contratadas pela agência americana para a Estação Espacial Internacional.
5 – Cientistas na Universidade de Washington, em Seattle, conseguiram sequenciar com sucesso por completo o genoma de um feto humano . A técnica é completamente não invasiva para o feto, pois usa apenas trechos de DNA ‘flutuando’ no sangue da mãe. De acordo com os pesquisadores, o teste pode estar clinicamente disponível em apenas cinco anos. Ele é importante, pois, conhecendo o código, é possível saber de possíveis condições que podem ser fatais ainda bem cedo, assim salvar vidas e aliviar dores.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Os Celtas: O Mistério de Stonehenge - Parte 3

Obra dos primitivos povos britânicos, Stonehenge é um exemplo clássico das civilizações megalíticas. Cientistas afirmam que Stonehenge foi construído entre os anos 2800 e 1100 a . C., em três fases separadas: 1ª Fase : (Morro Circular), que conhecemos como o círculo externo de Stonehenge e dos três círculos de buracos, cinqüenta e seis ao todo, que cercam o monumento.
As quatro "pedras de estação" que se supõe terem sido utilizadas como um Observatório Astronômico, o objetivo aparente seria observar o nascer e o por do Sol e da Lua, visando elaborar um calendário de estações do ano. 2ª Fase : que iniciou em 2100 a . C., houve a construção do duplo círculo de pedras, em posição vertical no centro do monumento, bem como da larga avenida que leva a Stonehenge e da margem externa das planícies cobertas de grama que o rodeiam.
Na Terceira e última fase, o duplo círculo de pedras foi separado e reconstruído, sendo erguidos muitos dos trílitos.
Ao meditar sobre os mistérios de Stonehenge, vale lembrar que, naquela época, diferentes tribos e autoridades contribuíram para a construção de Stonehenge. Cada um pode ter tido objetivos diferentes para construir o monumento.

Os saxões chamavam ao grupo de pedras erectas "Stonehenge" ou "Hanging Stones" ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança de Gigantes".
Novos construtores edificaram uma avenida de monólitos que ligava Stonehenge ao rio Avalon a cerca de 3,2 Km de distância. 
Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões de camponeses e nos últimos 90 anos os "Druidas" modernos celebraram aqui o solstício de Verão. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que aí tem lugar. Mas em 1985 as autoridades proibiram tanto a vinda dos Druidas como o festival em si, receosas de que as pedras, assim como a paisagem circundante, possam ser danificadas.
Os Arqueólogos, consideram a hipótese de uma construção religiosa.Acredita-se que Stonehenge e outros sítios megalíticos hajam sido construídos pelos antepassados dos Druidas, por acreditarem que fossem lugares de grande força para concretizarem seus rituais em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.
Mas datação pelo carbono-14 mostra que aquelas construções são anteriores à fase clássica do Druidismo. Na realidade foram construídos, e ainda existem centenas de círculos de pedra especialmente na Bretanha e na Escócia.

Do grego: mega = grande, lithós = pedra, de modo que megálitos são grandes monumentos de pedra. Eles podem representar linhas fechadas ( circulares, elípticas, ovóides, etc), alinhamentos retilíneos, ou empilhamentos como as pirâmides egípcias, chinesas e centro-americanas. Eles estão espalhados pelo mundo inteiro: Europa, China, América do Norte e Norte da África sendo os locais mais importantes.
Dentre os megálitos, os mais famosos são a Grande Pirâmide de Khufu e Stonehenge.
Tanto sobre a pirâmide de Khufu como sobre Stonehenge foram escritos milhares de livros. Isso não é por acaso. A maioria dos historiadores da Antiguidade diria que esses monumentos estão entre as maravilhas do Mundo Antigo.
Stonehenge é um megálito formado por círculos concêntricos de pedras (algumas com 45 toneladas e 5 metros de altura), construído na planície de Salisbury, na Grã Bretanha.
Existe evidência arqueológica que nos permite afirmar que havia atividade humana no local há mais de 10 000 anos. Contudo, o megálito propriamente dito só foi iniciado c. 2 100 AC, tendo sido construído em três etapas, entre 2 100 AC e 1600 AC. Para ter uma idéia mais clara de seu plano arquitetônico.
Não se sabe quem construiu Stonehenge, sendo que a teoria popular de que teriam sido os druídas está hoje refutada, pois o monumento foi concluído 1 000 anos antes de os druídas tomarem o poder. Contudo, os arqueólogos notaram a quase total ausência de lixo no local e isso é indicador de que o local era solo sagrado.
Quanto aos propósitos da construção de uma obra tão difícil para os meios da época é o que passaremos a tratar. Stonehenge (em Salisbury, sudoeste da Inglaterra) também é palco dos misteriosos Círculos Ingleses.
Alguns pesquisadores passaram a tentar encontrar algumas explicações naturais para desvendar o mistério dos Círculos Ingleses, como fenómenos climáticos inusitados, casualidades meteorológicas e outras hipóteses mais complexas. Esses desenhos (círculos ingleses) costumam aparecer freqüentemente em plantações de trigo, soja, cevada e milho. E esses cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais rápido (cerca de 40% mais rápido) no interior dos desenhos do que aqueles mais próximos das bordas.
Em quase toda a sua totalidade esses desenhos surgem durante a noite, no meio do silêncio e da escuridão nos campos de cereais e pessoas que acampam nos locais de maior incidência, na expectativa de registrar uma dessas figuras se formando acabam se frustando por passar a noite em claro sem conseguir testemunhar nenhuma luz ou som diferente e em algumas vezes acabam se surpreendendo ao ver com o clarear do dia que a poucos metros de onde estavam acampados apareceu um desenho, misteriosamente como se tivesse sido feito por algum tipo de energia invisível ao olho humano.
Existem diversos pesquisadores tentando interpretar o significado dessas figuras, alguns ligando os desenhos a símbolos matemáticos, outros associandos a sistemas astronômicos, além de compara-los a símbologia de civilizações antigas, como Persas, Druidas, Romanos, Celtas, Egípcios etc.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Disco de Ouro da Voyager



Não são só "eles" que tentam "fazer contato". Quando a Nasa percebeu que as Voyagers provavelmente viajariam além das fronteiras do nosso sistema solar, decidiu que talvez fosse uma boa ideia incluir um tipo de mensagem a qualquer alienígena inteligente que viesse a encontrá-las um dia. Um comitê, chefiado pelo astrônomo Carl Sagan, reuniu essas mensagens. Elas estão guardadas em discos de cobre laminados a ouro, gravados como um disco de vinil. Parte do disco contém informações de áudio, incluindo uma variedade de músicas, saudações em 55 idiomas diferentes (incluindo alguns que são muito obscuros ou extintos, um deles é o Sumério, lembra-se deste post? O Misterioso Povo Sumério) e uma seleção de sons da natureza. Além disso, incluem 122 imagens codificadas com vibrações no disco com instruções para decodificação.
Em cada chapa do disco, estão vários símbolos que explicam o método de reprodução da gravação (uma agulha e uma placa de montagem também estão incluídos). As instruções para decodificação das imagens são reveladas, descrevendo o sinal "iniciar imagem", a proporção das imagens e uma reprodução da primeira figura para que os alienígenas saibam se fizeram certo. Um mapa estelar mostrando nitidamente a localização da Terra completa a imagem.Se os alienígenas quiserem saber por quanto tempo a Voyager que eles acharam viajou, eles poderão examinar a peça de urânio-238 acoplado ao veículo principal, perto do disco. Examinando as relações isotópicas (assumindo-se que eles conheçam a meia-vida do urânio-238) poderão deduzir por quanto tempo a amostra esteve no espaço.Que música os alienígenas ouvirão quando reproduzirem a gravação? Em sua maioria, canções tradicionais de várias culturas, como, por exemplo, canções dos americanos nativos, gaita de fole escocesa e música de rituais africanos. Há também uma pequena coleção de "greatest hits" de música clássica. As músicas mais contemporâneas são "Johnny B. Goode", com Chuck Berry, e uma apresentação de jazz com Louis Armstrong.
O disco de ouro é uma apresentação do que é a Terra para um alienígena. Tem de Chuck Berry a dialetos africanos.
Nasa
O disco de ouro é uma apresentação do que é a Terra para um alienígena. Tem de Chuck Berry a dialetos africanos.
Outra foto do disco

Na imagem acima, outra foto do disco, há um mapa feito para  quem  encontrar  possa saber a localização do nosso planeta, o mapa foi feito com base nas estrelas próximas ao planeta e o sistema solar.

As imagens no disco são variadas e incluem mapas da Terra, imagens de outros planetas no nosso sistema solar, de animais e de seres humanos. Carl Sagan escreveu um livro sobre o disco, chamado "Murmurs of Earth". Um CD-ROM foi lançado décadas mais tarde.
Os discos das Voyagers são semelhantes a uma placa que foi colocada a bordo da Pioneer 10 e da Pioneer 11, embora os criadores dos discos da Voyager tenham passado muito tempo para ter certeza de que os alienígenas pudessem decodificá-lo. Muitos cientistas da Terra não conseguiram decodificar as informações contidas na placa da Pioneer. Na época, havia preocupação por parte de algumas pessoas de que alienígenas hostis que encontrassem o disco da Voyager teriam um mapa que os traria diretamente à Terra. No entanto, elas passarão dezenas de milhares de anos no espaço interestelar antes de se aproximarem de qualquer outra estrela, portanto não há com o que se preocupar agora. Se os discos vierem a ser encontrados um dia, isso acontecerá num futuro tão distante que não haverá mais qualquer ser humano.
A Voyager 1 foi lançada em 5 de setembro de 1977, passou pela órbita de Plutão em 1990 e deixou o sistema solar (ao ultrapassar a Heliosfera) em novembro de 2004. Em maio de 2005, a Voyager 1 estava a 14 bilhões de km de distância do Sol, viajando a uma velocidade de 3,5 Unidades Astronômicas por ano (cerca de 61 000 km/h) enquanto a Voyager 2, que foi lançada em 20 de agosto de 1977, estava a 10.5 bilhões de km, a uma velocidade de 3,13 Unidades Astronômicas por ano (aproximadamente 53.000 km/h).

Localização das Voyager's